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13/04/2018 - Fonte: O Dia Online | RJ

O Rappa se despede dos palcos em dois shows neste fim de semana

Após 25 anos de história, 12 discos, cinco DVDs e incontáveis fãs pelo Brasil e mundo afora, "O Rappa" se despede do público neste fim de semana em dois shows na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. O anúncio da pausa - sem previsão de volta - foi feito em maio do ano passado. A banda já havia interrompido as atividades entre 2009 e 2011. O grupo conta na sua formação mais recente com Marcelo Falcão (vocal), Xandão (guitarra), Lauro (baixo) e Marcelo Lobato (teclados). O baterista e letrista original, Marcelo Yuka, deixou a banda em 2001. Para o integrante Marcelo Lobato, a pausa d'O Rappa é necessária. "É bom ter um final. O jogo de futebol acaba após 90 minutos, o filme, o livro, tudo tem fim", declara o músico, que acredita que as duas últimas apresentações serão memoráveis. "Sexta e sábado vão ser dois shows vibrantes e emocionantes. Tem muita gente vindo de outros estados, nosso público é muito fiel." De acordo com a organização, cerca de 22 mil ingressos já foram vendidos. O músico diz que o grupo tem recebido o carinho do público nesta última turnê. "Os shows têm sido ótimos. Nesses mais de 20 anos, a gente passou por muita coisa, a gente conheceu muito do Brasil. O Rappa deu isso pra gente e somos muito gratos por tudo isso." O Rappa - Reprodução Instagram Ao lembrar da trajetória da banda, Lobato diz que foi a dificuldade inicial de não ter um ritmo musical que deu a marca registrada do grupo nesses 25 anos. "O Rappa é uma zebra. A gente sofreu no início, porque a gente não se encaixava em único gênero, a gente mesclava várias ritmos. O nosso som criou uma marca, com um som diferente. Nosso público sempre cobrou coisas novas, isso é muito bom não viver de sucessos antigos, mas ter um público querendo novidade", afirma. "Talvez a gente sirva de exemplo de que é possível fazer um som 'malucão' e dar certo", acredita Lobato, sobre o que ele acredita ser o maior legado da banda. O grupo também é conhecido pelas letras com críticas sociais. "A gente fala de coisas reais e isso acaba batendo nas pessoas. São situações que as pessoas se identificam, mas a gente acaba falando de amor de outra forma. Não são histórias inventadas, são histórias reais", completa. Mas seria a pausa da banda um adeus ou um até logo? O músico desconversa. "O Rappa é imprevisível, é o final desta fase. O que virá pela frente, a gente não sabe." Planos para o futuro Com a despedida do grupo, Lobato diz que vai se dedicar a outro projeto musical, a banda Afrika Gumbe, formada no final dos anos 80. O grupo que mistura afrobeat, juju music, música brasileira e rock progressivo, conta ainda com Marcos Lobato (músico e compositor de bandas como O Rappa, Gabriel Pensador e Fausto Fawcett) e Pedro Leão (Gabriel Pensador, Daúde, Fausto Fawcett). "Vamos lançar um vinil", revela Lobato. "Também tenho um estúdio quero voltar a produzir trilhas. Vou ter mais tempo para me dedicar a outras coisas e realizar uma viagem", conclui o tecladista.